About this photo: Diogo Pimentão

 

० To enlarge, click on the photo
० To comment as a guest you have to click on "Post comment..." and indicate name & email. I really appreciate your comment. Thanks so much!

Ξ Diogo Pimentão

Ξ Preparing of the exhibition space (detail)
Ξ College of Arts Gallery, Coimbra University
Ξ From the exhibition Vestígio
Ξ June 15, 6 p.m - July 15, 2018, 6 p.m

About Gallery and the Refiguration project

Prev | Next

 

post 63

About this photo: Preparing the exhibition space (#2)

 

० To enlarge, click on the photo
० To comment as a guest you have to click on "Post comment..." and indicate name & email. I really appreciate your comment. Thanks so much!

Ξ Preparing of the exhibition space

Ξ Preparing of the exhibition space (detail)
Ξ College of Arts Gallery, Coimbra University
Ξ October 31, 2018

About Gallery and the Refiguration project

Prev | Next

 

post 62

About this photo: Preparing the exhibition space (#1)

 

० To enlarge, click on the photo
० To comment as a guest you have to click on "Post comment..." and indicate name & email. I really appreciate your comment. Thanks so much!

Ξ Preparing of the exhibition space

Ξ Preparing of the exhibition space (detail)
Ξ College of Arts Gallery, Coimbra University
Ξ October 31, 2018

About Gallery and the Refiguration project

Prev | Next

 

post 61

About this photo: Vigilância (#74)

 

० To enlarge, click on the photo
० To comment as a guest you have to click on "Post comment..." and indicate name & email. I really appreciate your comment. Thanks so much!

 

Ξ Vigilância, by Júlia Ventura

Ξ Exhibition/Performance (detail)
Ξ From the exhibition Vigilância
Ξ College of Arts Gallery, Coimbra University
Ξ February 16, 6 p.m - April 5, 2018, 6 p.m

Was present at Lapa do Lobo Fundation in the exhibition Refiguration, January 12, 2019

About Gallery and the Refiguration project

Prev | Next

 

post 60

About this photo: Refiguration (#12)

 

० To enlarge, click on the photo
० To comment as a guest you have to click on "Post comment..." and indicate name & email. I really appreciate your comment. Thanks so much!

 

Ξ Anozero'17

Ξ Preparing of the exhibition space (detail)
Ξ Santa Clara-a-Nova Monastery, Coimbra, Portugal
Ξ From the exhibition Anozero'17 - Healing and Repairing
Ξ Curated by Delfim Sardo and Luiza Teixeira de Freitas
Ξ November 11, 6 p.m - December 30, 2017, 6 p.m

Was present at Lapa do Lobo Fundation in the exhibition Refiguration, January 12, 2019

About Gallery and the Refiguration project

Prev | Next

 
 
1Cover_Cat_Anozero17.jpeg
 
 
  • The second edition of Anozero – Coimbra Biennial of Contemporary Art, under the theme “Healing and Repairing”, held from November 11 to December 30, 2017, is curated by Delfim Sardo and associate curator Luiza Teixeira de Freitas, and brings together the work of 35 artists. Some of the photographs we have taken were used for the exhibition’s promotion in the media and for its catalog, as well as some images that show the preparation of the Biennial.
    Anozero'17 – Healing and Repairing – organised by the Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC), the City Hall of Coimbra, and the University of Coimbra – brought together works by Alexandre Estrela, Ângela Ferreira, Buhlebezwe Siwani, Céline Condorelli, Danh Vo, Dominique Gonzalez-Foerster, Ernesto de Sousa, Fernanda Fragateiro, Francis Alÿs, Franklin Vilas Boas, Gabriela Albergaria, Gustavo Sumpta, Henrique Pavão, James Lee Byars, Jill Magid, Jimmie Durham, João Fiadeiro, João Onofre, Jonathan Uliel Saldanha, Jonathas de Andrade, José Maçãs de Carvalho, Juan Araujo, Julião Sarmento, Kader Attia, Louise Bourgeois, Lucas Arruda, Manon Harrois, Marwa Arsanios, Matt Mullican, Paloma Bosquê, Pedro Barateiro, Rubens Mano, Salomé Lamas, Sara Bichão and William Kentridge.

  • A segunda edição de Anozero – Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra, subordinada ao tema “Curar e Reparar”, que decorre entre 11 de Novembro e 30 de Dezembro de 2017, com curadoria geral de Delfim Sardo e co-curadoria de Luiza Teixeira de Freitas, reúne o trabalho de 35 artistas. Algumas das fotografias que fizemos foram usadas para a promoção do evento na comunicação social e para o seu catálogo, das obras em espaço expositivo, bem como algumas imagens que mostram a preparação da Bienal.
    Anozero'17 – Healing and Repairing – organizado pelo Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC), Camara Municipal de Coimbra, e pela Universidade de Coimbra – reune obras de Alexandre Estrela, Ângela Ferreira, Buhlebezwe Siwani, Céline Condorelli, Danh Vo, Dominique Gonzalez-Foerster, Ernesto de Sousa, Fernanda Fragateiro, Francis Alÿs, Franklin Vilas Boas, Gabriela Albergaria, Gustavo Sumpta, Henrique Pavão, James Lee Byars, Jill Magid, Jimmie Durham, João Fiadeiro, João Onofre, Jonathan Uliel Saldanha, Jonathas de Andrade, José Maçãs de Carvalho, Juan Araujo, Julião Sarmento, Kader Attia, Louise Bourgeois, Lucas Arruda, Manon Harrois, Marwa Arsanios, Matt Mullican, Paloma Bosquê, Pedro Barateiro, Rubens Mano, Salomé Lamas, Sara Bichão and William Kentridge.

 
 

post 59

About this photo: Refiguration (#11)

 

० To enlarge, click on the photo
० To comment as a guest you have to click on "Post comment..." and indicate name & email. I really appreciate your comment. Thanks so much!

 

Ξ Refiguration

Ξ Instalation in progress (detail)
Ξ College of Arts Gallery, Coimbra University
Ξ From the exhibition Uma casa, cinco casas, uma escola
ΞCurator José Fonte Santa
Ξ April 13, 2018, 6 p.m - Jun 8, 2018, 6 p.m

Was present at Lapa do Lobo Fundation in the exhibition Refiguration, January 12, 2019

About Gallery and the Refiguration project

Prev | Next

 
 

Uma Loja, Cinco Casas, Uma Escola brought together works by Alice Geirinhas, Alexandre Estrela, Andrea Brandão, António Caramelo, António Olaio, Cecília Corujo, Eduardo Matos, Fernando Ribeiro, Inez Teixeira, Isabel Carvalho, Isabel Ribeiro, João Fonte Santa, Luis Alegre, Mafalda Santos, Margarida Dias Coelho, Maria Condado, Miguel Palma, Nuno Ramalho, Paulo Mendes, Pedro Amaral, Pedro Bernardo, Pedro Cabral Santo, Pedro Pousada, Renato Ferrão, Sara & André, Susana Borges, Susana Gaudêncio e Xavier Almeida.

 
 

post 58

About this photo: Projecting other worlds (#2)

 

० To enlarge, click on the photo
० To comment as a guest you have to click on "Post comment..." and indicate name & email. I really appreciate your comment. Thanks so much!

 

Ξ Creare Mondi, by Enzo Leonibus

Ξ Exhibition view (detail)
Ξ College of Arts Gallery, Coimbra University
Ξ From the exhibition Creare Mondi
Ξ Jan 20, 2017, 6 p.m - Apr 21, 2017, 6 p.m

Was present at Lapa do Lobo Fundation in the exhibition Refiguration, January 12, 2019

About Gallery and the Refiguration project

Prev | Next

 

post 57

About this photo: Refiguração #3

 

० To enlarge, click on the photo
० To comment as a guest you have to click on "Post comment..." and indicate name & email. I really appreciate your comment. Thanks so much!

 

Ξ Vestígio, by Diogo Pimentão

Ξ Exhibition view (detail)
Ξ College of Arts Gallery, Coimbra University
Ξ From the exhibition Vestígio
Ξ June 15, to July 27, 2018

Was present at Lapa do Lobo Fundation in the exhibition Refiguration, January 12, 2019

About Gallery and the Refiguration project

Prev | Next

 

post 56

Sobre :: a galeria e projecto Refiguração

 
 

A galeria e o projecto Refiguração

A galeria e o projecto REFIGURAÇÃO pretende apresentar fotografias sobre obras artísticas em espaços

de arte e noutros lugares, ou sobre outros temas e objectos.

Todos estes trabalhos têm em comum o facto de incluírem elementos visuais, como sombras e efeitos de

movimento arrastado que se metamorfosearam, para nos possibilitarem reinterpretações infindáveis das

formas e dos espaços fotografados.

 

Na sequência deste projecto surgem as

Exposições

  • Janeiro 2019, “Refiguração”, Fundação Lapa do Lobo, Lapa do Lobo

    O núcleo central da presente exposição é composto por um conjunto de doze fotografias realizadas em contexto expositivo, em diferentes momentos da montagem e exibição das obras de arte, no período compreendido entre Abril de 2017 e Setembro de 2018. Apresenta-se ainda uma fotografia de uma coluna de som que foi usada na reprodução do som de um vídeo na exposição Fiori Nel Mare, de Bruna Esposito (2018).

    A segunda peça desta exposição foi produzida com a colaboração de três artistas, entre Setembro e Novembro de 2018. A entrevista de José Maçãs de Carvalho foi gravada numa sala do Departamento de Arquitectura da Universidade de Coimbra em Outubro e a de Enzo de Leonibus foi gravada no claustro do Colégio das Artes em Setembro. As filmagens com Júlia Ventura foram realizadas no Jardim da Sereia, em Coimbra, em Novembro.

    Complementa a exposição uma instalação sonora, apresentada na sala principal, que resulta de um trabalho de recolha de sons produzidos em diferentes momentos, entre Abril de 2017 e Setembro de 2018, em espaços associados com a montagem e exibição de obras artísticas. Do fundo sonoro fazem também parte os temas Abandoned, de Jan Baars, e Forests, de Ben Winwood, ambos licenciados por Artlist.io, e sons provenientes da peça musical que António Caramelo executou na inauguração da exposição Uma loja, cinco casas, uma escola

    + sobre a exposição “Refiguração” - Janeiro 2019, Fundação Lapa do Lobo

 

post 55

About :: Gallery and the Refiguration project

 
 

The gallery and the Refiguration project

The gallery and the REFIGURATION project aims to present photographs of artworks in art spaces and

elsewhere, or about other themes and objects. All these works have in common the fact that they include

visual elements, like shadows and motion blur effects that metamorphosed to enable us endless

reinterpretations of shapes and spaces photographed.

 

As a result of this project emerge the

Exhibitions

  • January 2019, “Refiguration”, Lapa do Lobo Fundation, Lapa do Lobo

    The central nucleus of this exhibition is composed of a set of twelve photographs taken in an exhibition context, at different moments of the assembly and exhibition of the works of art, in the period between April 2017 and September 2018. It is also presented a photograph of a sound column that was used to reproduce the sound of a video in the exhibition Fiori Nel Mare, by Bruna Esposito (2018).

    The second part of this exhibition was produced with the collaboration of three artists, between September and November 2018. José Maçãs de Carvalho's interview was recorded in a room of the Department of Architecture of the University of Coimbra in October, and Enzo de Leonibus was recorded in the cloister of the College of Arts in September. Filming with Júlia Ventura took place at the Jardim da Sereia, in Coimbra, in November.

    The exhibition is complemented by a sound installation, presented in the main room, which is the result of a work of collecting sounds produced at different times between April 2017 and September 2018, in spaces associated with the assembly and exhibition of artistic works. Also from the sound background are Abandoned by Jan Baars and Forests by Ben Winwood, both licensed by Artlist.io, and sounds from the musical piece António Caramelo performed at the inauguration of the exhibition Uma loja, cinco casas, uma escola.


    + about the exhibition “Refiguration” - 2019 January, Lapa do Lobo Fundation

 

post 54

Exhibition "Refiguration"

 

Exhibition “Refiguration”
Lapa do Lobo Fundation
January 2019

 

EXHIBITION CATALOG PDF

 

Exhibition presentation

VIDEO: exhibition presentation Refiguração: vídeo HD, 21’31’’, by António Olaio and Luís António Umbelino

The exhibition Refiguration intends to emphasize, through photography, video and sound, aspects related to the registration and documentation of works of art in exhibition space. It favors a type of photographic record that, without harming its documentary function, proposes an approach that explores another perceptual dimension, or, by the presence of shadows created by modelling the light or dragged by the motion effects of the human element, an unpredictable event (happening) shaped and observed at a glance. It is in this context that the title Refiguration is derived, since the exposed images highlight visual elements (shadows and drags) that, in the form in which they are presented, only exist in the two-dimensional space of the photograph and not in the physical space in which the art objects were exhibited.

This work follows, on the one hand, the documentation activity of the Contemporary Art exhibitions promoted mainly by the College of Arts of the University of Coimbra, which has developed in recent years, and, on the other hand, the academic research carried out on the reception of the work of art by photography.  

The exhibition, also understood as a research process, is designed in a circular way, as if in a loop, a common aspect of the three pieces that constitute it. The pieces are: a set of thirteen photographs, twelve with the dimensions of 43.34 x 65 cm and one with 30 x 40 cm, a video with interviews of two artists (José Maçãs de Carvalho and Enzo de Leonibus), who share their reflections on the relevance of some visual elements in the photographs taken, or discuss the role of light as matter, capable of generating realities, symbolic meanings or different perceptions about spaces, people and things, a second video, given by the artist Júlia Ventura, and a sound installation. One of the pieces of this exhibition (the sound column) was part of the exhibition Fiori Nel Mare by the Italian artist Bruna Esposito, who kindly gave it to her on the occasion of her presentation at the College of Arts of the University of Coimbra (14.9.2018 to 25.10.2018). 

The presentation of the exhibition was attended by Dr António Olaio, director of the UC’s Arts College, and Dr Luís Umbelino, professor of the Faculty of Arts of the UC. 

This exhibition also had the scientific support of the Center for Classical and Humanistic Studies. 

It also presents a set of texts related to the theme of the exhibition, by the authors of these as well as other researchers, who have contributed a lot to the research process that this exhibition is part of and develops and consolidates every day.

 

Video installation

Júlia Ventura: HD video, 16: 9, color, sound, variable dimensions, 7'56 '' (loop)
Video temporarily untitled and still in production, provided by the artist Júlia Ventura to be presented in the context of the artistic and research project Refiguration.

Enzo de Leonibus: HD video, 16: 9, color, sound, variable dimensions, 8'19 '' (loop)
Interview with Enzo de Leonibus to be presented in the context of the artistic project and investigation Refiguration.

 

Photographs in exhibition

 

Audio recording

 
 
4 Percurso em Loop.png
 

My special thanks

I express my gratitude to all the artists and researchers who kindly agreed to participate in this project. I thank all the artists whose works are represented in the photographs on display and those who welcomed the invitation to participate in the video, as well as the researchers who, through their reflections, have made a fundamental contribution to this artistic and research project. I would also like to thank the institutions that have given their support, in particular to the Lapa do Lobo Foundation, which promoted and hosted this exhibition.

I am deeply grateful to all of you. Thank you very much, Luísa.
Albuquerque Mendes, Ana Abreu, António Olaio, António Caramelo, Arnaldo Carvalho, Bruna Esposito, Diogo Pimentão, Enzo de Leonibus, Jonathan Uliel Saldanha, Jorge Santos, José Maçãs de Carvalho, Júlia Ventura, Luís António Umbelino, Luísa de Nazaré Ferreira, Mariana Torres, Miguel Mesquita, Paulo Mendes, Pedro Pousada, Sónia Simão, Xavier Almeida, Lapa do Lobo Foundation, CAPC - Plastic Arts Circle of Coimbra, College of Arts and Center for Classical and Humanistic Studies at the University of Coimbra.

 

Programming of the Educational Service

In the context of the programming of the Educational Service of the Lapa do Lobo Foundation, meetings were held with the students of the Nelas Schools group, in which theoretical and practical questions about the works on display were discussed, followed by an accompanying visit to the exhibition space.

Agrupamento de Escolas de Nelas_vg3.jpg
Agrupamento de Escolas de Nelas_vg2.jpg
 

post 53

Exposição "Refiguração"

 

Exposição “Refiguração”
Fundação Lapa do Lobo
Janeiro 2019

 

CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO PDF

 

Apresentação da exposição

VÍDEO: apresentação da exposição Refiguração: vídeo HD, 21’31’’, por António Olaio e Luís António Umbelino

A exposição Refiguração pretende tratar, através de fotografia, vídeo e som, aspectos relacionados com o registo e documentação de obras de arte em espaço expositivo, favorecendo um tipo de registo fotográfico que, sem prejudicar a sua função documental, propõe uma abordagem que explora uma outra dimensão perceptiva, quer pela presença das sombras, criadas pela modelação da luz, quer pelos efeitos de movimento arrastado do elemento humano, num acontecimento (happening) imprevisível, observado em forma de relance. É neste contexto que se compreende o título REFIGURAÇÃO, uma vez que as imagens expostas dão destaque a elementos visuais (sombras e arrastamentos) que, na verdade, na forma em que são apresentados, apenas existem no espaço bidimensional da fotografia e não no espaço físico em que os objectos artísticos foram exibidos.

Este trabalho surge na sequência, por um lado, da actividade de documentação das exposições de Arte Contemporânea promovidas sobretudo pelo Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, desenvolvida nos últimos anos, e, por outro, da investigação académica realizada sobre a recepção da obra de arte pela fotografia.

A exposição, entendida também como um processo de investigação, está concebida de modo circular, como que em loop, aspecto comum às três peças que a constituem: um conjunto de treze fotografias, doze com as dimensões de 43,34 x 65 cm e uma com 30 x 40 cm, um vídeo com entrevistas feitas a dois artistas (José Maçãs de Carvalho e Enzo de Leonibus), que partilham as suas reflexões sobre a relevância de alguns elementos visuais nas fotografias realizadas, ou discutem o papel da luz como matéria, capaz de gerar realidades, significados simbólicos ou diferentes percepções sobre os espaços, as pessoas e as coisas, um segundo vídeo, cedido pela artista Júlia Ventura, e uma instalação sonora. Uma das peças integrantes desta exposição (a coluna de som) fez parte da exposição Fiori Nel Mare, da artista italiana Bruna Esposito, que gentilmente a cedeu por ocasião da sua apresentação no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra (de 14.9.2018 a 25.10.2018).

A apresentação da exposição contou com as intervenções do Doutor António Olaio, Director do Colégio das Artes da UC, e do Doutor Luís Umbelino, Professor da Faculdade de Letras da UC.
Esta exposição teve ainda o apoio científico do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos.
Apresenta-se ainda um conjunto de textos relacionados com o tema da exposição, da autoria destes e de outros investigadores, que em muito têm contribuído para que o processo de investigação de que esta exposição faz parte se desenvolva e consolide a cada dia.

 

Instalação vídeo

Júlia Ventura: vídeo HD, 16:9, cor, som, dimensões variáveis, 7’56’’ (loop)
Vídeo temporariamente sem título e ainda em produção, cedido pela artista Júlia Ventura para ser apresentado no contexto do projecto artístico e de investigação “Refiguração”.

Enzo de Leonibus: vídeo HD, 16:9, cor, som, dimensões variáveis, 8’19’’ (loop)
Entrevista a Enzo de Leonibus para ser apresentada no contexto do projecto artístico e de investigação “Refiguração”.

José Maçãs de Carvalho: vídeo HD, 16:9, cor, som, dimensões variáveis, 11’01’’ (loop)
Entrevista a José Maçãs de Carvalho para ser apresentada no contexto do projecto artístico e de investigação "Refiguração".

 

Fotografias em exposição

 

Gravação de áudio

 
 
4 Percurso em Loop.png
 

O meu agradecimento

Expresso a minha gratidão a todos os artistas e investigadores que gentilmente acederam a participar neste projecto. Agradeço aos artistas cujas obras estão representadas nas fotografias expostas e aos que acolheram o convite para participarem no vídeo, bem como aos investigadores que, com as suas reflexões, deram um contributo fundamental a este projecto artístico e de investigação. Agradeço igualmente às instituições que deram o seu apoio, em particular à Fundação Lapa do Lobo, que promoveu e acolheu esta exposição.

A todos estou profundamente grato. Muito obrigado Luísa.
Albuquerque Mendes, Ana Abreu, António Olaio, António Caramelo, Arnaldo Carvalho, Bruna Esposito, Diogo Pimentão, Enzo de Leonibus, Jonathan Uliel Saldanha, Jorge Santos, José Maçãs de Carvalho, Júlia Ventura, Luís António Umbelino, Luísa de Nazaré Ferreira, Mariana Torres, Miguel Mesquita, Paulo Mendes, Pedro Pousada,  Sónia Simão, Xavier Almeida, Fundação Lapa do Lobo, CAPC - Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, Colégio das Artes e Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Universidade de Coimbra.

 

Serviço educativo

No contexto da programação do Serviço Educativo da Fundação Lapa do Lobo, foram realizados encontros com os alunos do agrupamento de Escolas de Nelas, nos quais se discutiram questões teórico-práticas sobre os trabalhos em exposição, seguindo-se uma visita acompanhada ao espaço expositivo.

Agrupamento de Escolas de Nelas_vg3.jpg
Agrupamento de Escolas de Nelas_vg2.jpg
 

post 52

About this photo: Fiori Nel Mare #1

 

० To enlarge, click on the photo
० To comment as a guest you have to click on "Post comment..." and indicate name & email. I really appreciate your comment. Thanks so much!

 

Ξ Fiori Nel Mare, by Bruna Esposito

Ξ Preparing of the exhibition space
Ξ College of Arts Gallery, Coimbra University
Ξ From the exhibition Fiori Nel Mare
Ξ Curated by Enzo de Leonibus
Ξ September 14, to October 25, 2018
With the support of the Coimbra University and the Italian Institute of Culture of Lisbon

Was present at Lapa do Lobo Fundation in the exhibition Refiguration, January 12, 2019

About Gallery and the Refiguration project

Prev | Next

 

post 51

About this photo: The Hollow Inn (#2)

 

० To enlarge, click on the photo
० To comment as a guest you have to click on "Post comment..." and indicate name & email. I really appreciate your comment. Thanks so much!

Ξ The Hollow Inn

Ξ Performance, by Albuquerque Mendes
Ξ Performance view (detail)
Ξ College of Arts Gallery, Coimbra University
Ξ From the performance The Hollow Inn
Ξ October 31, 2015

About Gallery and the Refiguration project

Prev | Next

 

post 50

The paths to Santiago: Sainte-Foy de Conques

 

The paths to Santiago
Sainte-Foy de Conques
Midi-Pyrénées, France

     

Briefly in English version | Em breve versão em inglês

      Dos quatro caminhos de Santiago que atravessam os Pirenéus em território francês, três fazem-no, como sabemos, em Saint Jean Pied de Port, e o de Arles em Col du Somport. A abadia de Sainte-Foy de Conques encontra-se no caminho de Le Puy, tal como a de Moissac.
      Embora não seja seguro, julga-se que a abadia de Conques foi fundada no início do século IX, numa colina do Vallée du Lot, e terá sido em 866 que o monge Ariviscus trouxe para este lugar ainda hoje isolado, de um mosteiro de Agen, as relíquias de sainte Foy, o que foi determinante para atrair peregrinos. O facto de se encontrar no caminho de Santiago terá igualmente contribuído para a difusão do culto de Santa Fé na Península Ibérica. A lenda do martírio de sainte Foy remonta ao ano de 303 e relata que uma jovem de treze anos natural de Agen se recusou firmemente a abandonar a fé cristã perante os Romanos que ocuparam a cidade. Por ordem do governador romano, foi deitada numa grelha colocada sobre o fogo e, quando uma violenta trovoada apagou as chamas, foi decapitada. Sainte Foy tornou-se padroeira da fé dos mais jovens e é também evocada pelos casais que desejam ter um filho. 

Lighting of the tympanum of the Abbatial Church of Sainte Foy, Conques, France | September 3, 2018

      Desde meados do século X a abadia de Sainte-Foy de Conques era já um espaço sagrado próspero e os tesouros que reuniu ao longo dos séculos, e se preservaram, designadamente objectos de arte sacra realizados em ouro, como a célebre imagem-relicário de sainte Foy, coberta de ouro e cravejada de pedras preciosas, estão actualmente expostos ao público no chamado Trésor de Sainte-Foy, uma colecção valiosíssima, que reúne peças do século IX ao século XIX. Nas suas proximidades, o Musée Joseph Fau acolhe o espólio proveniente da antiga abadia, como os capitéis do claustro românico do século XII (do qual hoje apenas se preservam duas secções), esculturas e uma colecção importante de tapeçarias realizadas em Felletin, designadamente uma armação sobre a vida de Maria Madalena tecida no século XVII.
      A igreja da abadia de Conques e o Pont des Pèlerins foram inscritos na lista do Património Mundial da UNESCO enquanto lugares de passagem dos peregrinos de Santiago de Compostela. De facto, não obstante a beleza e a riqueza dos tesouros acima referidos, é o edifício actual, cuja construção se situa entre 1041 e 1050, substituindo uma antiga igreja dedicada a Saint Sauveur, que continua a atrair diariamente visitantes, que se demoram em particular na contemplação do tímpano da fachada ocidental. 
      Com a sobriedade geral do edifício contrasta a riqueza decorativa deste tímpano, do início do século XII, considerado um dos exemplos mais magníficos de decoração escultórica medieval, que preserva ainda vestígios da policromia original, reforçando o impacto da mensagem aos fiéis gravada na pedra. Composto por 124 figuras, que se dispõem em três níveis, delimitados por legendas, constitui uma das ilustrações mais admiráveis da Queda, da Ressurreição e do Juízo Final. Cristo em Majestade ocupa o centro, abençoando os eleitos, que se encontram à sua direita – entre as quais figuram a Virgem Maria, seguida de São Pedro, e sainte Foy, prostrada perante a mão de Deus, que sai das nuvens –, e rejeitando os condenados, dispostos à sua esquerda, mas afastados por um painel decorado com quatro anjos: em cima, um apresenta o livro da vida; outro, em baixo, segura um turíbulo. No registo inferior, aos pés de Cristo, vemos o arcanjo São Miguel a pesar as almas, enfrentando um demónio que o tenta enganar, e assinala-se de forma clara a divisão entre o Paraíso e o Inferno, à porta do qual se encontra a enorme boca de Leviatã (ser híbrido, meio crocodilo, meio serpente, já referido no Antigo Testamento, surgindo em evidência, do lado esquerdo (de Cristo), a figura do Demónio de olhos ávidos a assistir aos tormentos dos condenados. No registo superior distingue-se a imagem da cruz sobre a cabeça de Cristo, símbolo da Paixão e da Ressurreição, rodeada de anjos. As imagens de catorze “anjos curiosos” (le curieux) esculpidos na arquivolta, que assistem ao Julgamento e espreitam discretamente por cima de um longo rolo de papiro, completam este excepcional conjunto decorativo. O esquema iconográfico deste tímpano é característico dos tímpanos edificados no século XII que se centram no tema do Juízo Final, que também teremos oportunidade de comentar num outro post sobre Saint Lazare de Autun. 
      A característica arquitectónica mais evidente da igreja de Conques é a sua elevação, graças aos 22 m de altura da nave principal, coberta por abóbadas de berço. À dimensão do transepto, que se deve ao facto de a igreja estar destinada a acolher muitos peregrinos, acrescenta-se a imponente e elevada cúpula que cobre o cruzeiro (espaço de intersecção da nave central com o transepto). Xavier Barral i Altet (Conques, Éditions Jean-Paul Gisserot, pp. 8-9) observa que a igreja de Conques se integra num modelo de edifício românico que se desenvolveu na Idade Média na Europa meridional, sobre as rotas de peregrinação para Santiago de Compostela, e inspirou igualmente as igrejas de Saint-Martin de Tours, Saint-Martial de Limoges, Saint-Sernin de Toulouse e a catedral de Santiago de Compostela. Trata-se de um tipo de construção preparado para a circulação de um grande número de peregrinos, cuja planta apresenta várias naves, com tribunas e várias capelas radiantes. Em Conques, as naves são três: uma central e duas laterais, estas últimas prolongadas por um deambulatório, que permitem a circulação dos fiéis desde a entrada na igreja até à sua saída, sem perturbar os que na nave central assistem ao serviço religioso que decorre no altar. São estes elementos arquitectónicos – as naves laterais com deambulatório – que definem as chamadas igrejas tipo de peregrinação. A elevação do edifício, que se verifica em Conques, integra-se também neste modelo, onde normalmente a nave principal é coberta por abóbadas de berço e as naves laterais por abóbadas de aresta. Em Conques, as naves laterais, que comunicam com a nave principal através de arcadas, sustentam tribunas altas, cuja função exacta se desconhece, nas quais se abrem janelas que permitem a entrada de luminosidade.
      A sobriedade geral do exterior da igreja reflecte-se no seu interior, onde a decoração se apoia em especial na ornamentação esculpida dos capitéis, na presença de algumas esculturas – como a imagem de sainte Foy da capela central do deambulatório e os anjos da cúpula: São Miguel e São Gabriel) –, e nos frescos da sacristia, datados do século XV, que relatam o martírio de sainte Foy.
      Na decoração dos capitéis regista-se o predomínio de ornamentação vegetalista derivada do capitel coríntio (folhas lisas fendidas, caules que culminam em volutas, palmetas, sobretudo na nave principal (onde vemos o capitel com uma luta entre dois cavaleiros, junto de um “atlante”, enquanto os capitéis historiados, em menor número, encontram-se especialmente nas capelas do transepto, no cruzeiro e no deambulatório. A ornamentação vegetalista surge por vezes combinada com a representação de rostos humanos ou semi-humanos, animais, anjos ou seres fantásticos. Entre as cenas esculpidas distinguem-se, por exemplo, a condenação de sainte Foy, o sacrifício de Abraão; a última ceia: Cristo oferece aos seus Apóstolos o cálice do seu sangue (São Pedro encontra-se à sua direita, São Paulo à esquerda); episódios da vida de São Pedro, em três capitéis do braço sul do transepto, considerados dos mais antigos: Cristo, acompanhado por um anjo, aparece a São Pedro; à direita do apóstolo, o imperador Nero; a crucificação do apóstolo, de cabeça para baixo. 
      No exterior da igreja, no lado sul, encontra-se o túmulo do abade Bégon (1807-1107), e o epitáfio recorda que se deveu a ele a edificação do claustro, hoje bastante destruído, mas no qual podemos ainda apreciar os capitéis esculpidos. O grupo escultórico que o ornamenta é composto por três figuras – o Cristo, o abade e sainte Foy – cada uma acompanhada por um anjo.
      Os vitrais da abadia, caracterizados por bandas monocromáticas de tom claro, o que lhe confere grande sobriedade, são uma obra contemporânea, realizada em 1994 pelo pintor Pierre Soulages a pedido do Ministério da Cultura francês.

Saint Foy de Conques, Midi-Pyrénées, France

 
 

Return to my travel journal - INDEX

 

post 49

The paths to Santiago: a map of the paths

 

The paths to Santiago
A map of the paths

 
  • The four principal pilgrimages routes to Santiago: the path to Paris (Via Turonensis), which welcome the pilgrims coming from Northern Europe (Tours, Poitiers, Bordeaux, Sauveterre-de-Béarn and Saint-Michel, among other places); the path of Limousin (Via Lemovicensis), which starts in Vézelay, crossing Éguzon, Limoges, Saint-Pierre-du-Mont and Orthez; the path of Le Puy (Via Podiensis), crossing Conques, Moissac and Navarrenx. In addition to these three main routes, there is the forth one, the path of Provence (Via Tolosana or Via Arletanensis), which starts in Arles and crossing, not the road we are taking, but a little further East, in Col du Somport. These four roads cross Puente la Reiña, the location that starts the path into the Spanish territory known as the Camino Francés. They continue to be used by pilgrims, just like in the past pilgrims from all over Europe walked to Santiago de Compostela in search of salvation, which in the Middles Ages meant to start a new life.

  • Os quatros principais caminhos de peregrinação para Santiago: o caminho de Paris (Via Turonensis), que recebe os peregrinos vindos do Norte da Europa e passa, entre outros locais, em Tours, Poitiers, Bordeaux, Sauveterre-de-Béarn e Saint-Michel; o caminho de Limousin (Via Lemovicensis), que se inicia em Vézelay, passando por Éguzon, Limoges, Saint-Pierre-du-Mont e Orthez; o caminho de Le Puy (Via Podiensis), por Conques, Moissac e Navarrenx. Além destes três itinerários principais, há um quatro, o caminho de Provence (Via Tolosana ou Via Arletanensis), que vem de Arles e não faz a passagem dos Pirenéus, mas um pouco mais a leste, em Col du Somport. Estes quatro caminhos passam em Puente la Reiña, a localidade que dá início ao caminho em território espanhol designado por camino francés. Continuam hoje a ser frequentados por peregrinos, tal como no passado peregrinos de toda a Europa caminhavam para Santiago de Compostela em busca da salvação, o que na Idade Média significava recomeçar uma nova vida.

 

post 48

The paths to Santiago: the Romanesque art

 
Banner Post.jpg

The paths to Santiago
The Romanesque art

 

Briefly in English version | Em breve versão em inglês      

      A função pedagógica da arte na Idade Média traduz-se na ideia de que a escrita é uma técnica ao serviço da aprendizagem dos que sabem ler, tal como a pintura tinha essa função junto dos que não eram instruídos. De facto, foi através de imagens que muitas vezes se ensinou, na Idade Média, a mensagem bíblica. A expressão ut pictura poesis (‘tal como a pintura, assim é a poesia’) surge na Arte Poética do poeta latino Horácio (século I a.C.), mas sintetiza uma reflexão atribuída ao poeta grego Simónides de Ceos (século V a.C.), segundo a qual a pintura é poesia silenciosa e a poesia é uma pintura que fala.
      Também as igrejas do período românico e sobretudo as de peregrinação assumem uma vocação didáctica, evidente, por exemplo, nos tímpanos e capitéis, uma vez que através deles se transmite uma mensagem à população que não sabe ler, mensagem esta que está associada a um tempo de crise moral, quando os ricos se dedicavam aos prazeres da vida para esquecer a morte e os pobres, que nas iluminuras são retratados de uma maneira repugnante, representam os sinais do vício e do pecado da sociedade. É precisamente nestes aspectos que a mensagem mais incide, usando os tímpanos e capitéis com alusão ao Juízo Final para comunicar de uma forma clara e eficaz a pena ou recompensa que a Igreja reserva para o homem, a punição ou absolvição das almas.

É neste ambiente que se desenvolve a igreja militante e o mosteiro do peregrino, por um lado, fruto da segunda fase de cristianização e do aumento demográfico, que gera um acréscimo de fiéis e, por outro lado, pelos medos que eram incutidos às populações. Além disso, a igreja do monge (Ordem Beneditina), que estabelece o diálogo com Deus, também desenvolve um trabalho em prol da caridade e protecção aos pobres e peregrinos, defendendo igualmente as artes plásticas, cuja função na Idade Média é a representação do sacrifício para agradar a Deus, ou seja, uma arte simbólica ao serviço de uma ideia superior.
      As igrejas de peregrinação foram edificadas, na sua maioria, durante o período de florescimento do modo românico. As paredes são construídas em alvenaria (pedra miúda) e apresentam como elementos arquitectónicos característicos arcadas cegas (conjunto de arcos simulados – em saliência – como parte integrante de uma parede ou muro), que ritmam os andares; bandas lombardas com pilastras pouco salientes (que são faixas verticais que se encontram nas paredes dos edifícios e muros, nas absides ou nos campanários) e torres, também designadas como campanário, que estão na origem das torres das igrejas medievais, cuja função é essencialmente simbólica e funcional (torre sineira). De estrutura simples, apresentam na sua maioria uma planta circular ou quadrangular (torre de cruzeiro) de arcadas cegas. As torres localizam-se normalmente na fachada ou no transepto do edifício. De uma forma geral, é seguro dizer que toda a aparência externa do edifício sugere grande simplicidade.
      O interior das igrejas de peregrinação, ao contrário do que se verifica no exterior, apresenta uma maior riqueza decorativa e arquitectónica. No entanto, nas igrejas cistercienses do século XII, influenciadas por São Bernardo de Claraval, fundador da Ordem, dada a ausência decorativa nas paredes interiores, despidas de quaisquer pinturas, acentuava-se a frieza da construção em pedra. Noutras igrejas desta época, a cor e as formas dominavam o espaço interior, onde as pinturas, os capitéis e os tímpanos tinham um papel doutrinal, pois contavam através de imagens pintadas e de figuras esculpidas a História Sagrada, e através dessas obras podia-se ensinar os que não sabiam ler, contribuindo ainda para a reflexão sobre acontecimentos difíceis de explicar, como a morte ou os fenómenos considerados sobrenaturais nessa época.
      No entanto, a pintura foi ao longo do tempo desaparecendo e hoje o seu vestígio é escasso ou deteriorou-se significativamente, impedindo-nos de ter um conhecimento mais rigoroso do que teria sido o papel da pintura e das suas composições planas e lineares para a doutrina dos homens medievais.  
      Também a imaginária constituiu uma forma privilegiada de arte no período românico e assume a já referida função pedagógica. As imagens compreendem motivos decorativos cuja temática inclui seres fantásticos, elementos vegetalistas, representações do quotidiano da vida das pessoas, bem como cenas religiosas.
      No que diz respeito aos temas tratados na decoração escultórica das igrejas, começamos por observar que a arte românica, até ao século XII, recorre principalmente aos episódios do Antigo Testamento, enquanto a arte gótica terá preferência pelo Novo Testamento.

Return to my travel journal - INDEX

 
 

post 47

The paths to Santiago: the Patron Saint

 
Banner Post.jpg

The paths to Santiago
The Patron Saint

Portuguese version after the English text | Versão em português depois do texto em inglês
 
 •    The majestic Cathedral of Compostela is dedicated to one of the Apostles of Christ, the brother of John the Evangelist, whose name we can see written in different ways: Santiago (James) Maior (The Greater) (to distinguish him from the other disciple also called James the Minor), Santiago (James) The Great, Santiago (James) Son of Thunder or Santiago de Compostela (Saint James of Compostela).
      According to the Acts of the Apostles (acts 12, 2), Santiago (Saint James) was martyred by the sword, on the orders of Herod Agrippa  (around the year 44). According to tradition, the body was taken on a boat, floating with the 'wind tune',  and eventually arriving in Spain. He was buried in Galicia. In 814, Pelaio (hermit), while sleeping, had an epiphany that led him to discover the tomb and relics of Santiago (James).
      As soon as this discovery became known, the site immediately  turned to be a place of worship and a cathedral  was erected where the remains of the saint are buried and to which they gave the name of Catedral de Santiago de Compostela.

According to another legend, during the Christian Reconquest of the Iberian Peninsula, Santiago (Saint James) had appeared in aid of the Christians at the battle of Clavijo, in 844, and he was called the 'Matamoros' (Saint James the Moor-slayer). From this moment on, The Order of Santiago was founded having as purpose the fight against the Moors and the protection of the borders of the new reconquered territories.
      Being accepted by all Christian churches, the festivities in his honor have different schedules: for the Roman Catholic Church and Lutheran, it is celebrated on the 25th of July; for the Orthodox on the 30 st of April; for the Copts, on the 12th of April; and for the Ethiopians on the 28th of December.
      In 1661, Santiago Maior (Saint James the Greater) was portrayed in a pious prayer by the painter Rembrandt Van Rijn (1606-1669), not forgetting a light/dark transition, which confers a certain tenebrism, as in the Baroque art and also the symbols that characterise Santiago (Saint James), as the cloak, a hat and the bag in which a vieira (or shell) is attached.
      This representation as a pilgrim, which imposes itself as canonical in the European imaginary raised the artists' creativity. So, given its artistic interest, it is our purpose throughout this project to collect as many 'images' of Santiago as we can so that in the near future we can compare them. We mention 'image' instead of 'statue', because in sculpture studies the first term is recommended to identify religious representations, while the later one is applied to the sculpture from Antiquity or distinctly Classicist with monumental function (funerary) in the sculpture from Antiquity (according to Normas de inventário. Artes Plásticas e Artes Decorativas. Escultura, (2004, p. 22) published by Instituto the Português de Museus).
 

•    A majestosa catedral de Compostela é dedicada a um dos apóstolos de Cristo, irmão de João Evangelista, cujo nome podemos ver escrito de variadas formas: Santiago Maior (para o distinguir de outro discípulo também chamado Tiago, o Menor), Santiago o Grande, Santiago Filho do Trovão ou ainda Santiago de Compostela. 
      De acordo com os Actos dos Apóstolos (Act 12, 2) São Tiago foi martirizado à espada por ordem de Herodes Agripa por volta do ano 44 da nossa era. Segundo a tradição, o corpo foi levado por um barco que, ao sabor do vento, acabou por chegar a Espanha, tendo sido sepultado na Galiza. Em 814, Pelaio, um eremita, enquanto dormia, terá tido uma revelação que o levou a descobrir o túmulo e as relíquias de São Tiago. 
      Assim que se teve conhecimento desta descoberta, o local tornou-se imediatamente num espaço de veneração e sobre o túmulo foi erguida uma catedral, a que se deu o nome de Catedral de Santiago de Compostela.
      De acordo com outra lenda, durante a reconquista cristã da Península Ibérica, São Tiago terá aparecido em auxílio dos cristãos na batalha de Clavijo, em 844. Por esta ajuda, a tradição atribuiu ao santo o apelido de Matamouros. Nesse momento é fundada a Ordem de Santiago, com o propósito de combater os mouros e proteger as fronteiras dos novos territórios reconquistados.
      Sendo aceite por todas as igrejas cristãs, as festas em sua honra acontecem em momentos diferentes: para a Igreja Católica e Luterana, no dia 25 de Julho; para os Ortodoxos, o dia do santo comemora-se a 30 de Abril; para os Coptas, a 12 de Abril e, para os Etíopes, a 28 de Dezembro.
      Em 1661, Santiago Maior foi retratado em piedosa oração numa obra de Rembrandt van Rijn (1606-1669), numa transição claro/escuro, que confere um certo tenebrismo à representação, bem ao estilo que distingue a arte barroca. Sublinhe-se que o pintor não se esqueceu dos símbolos que caracterizam a imagem de Santiago, como a capa, o chapéu e também, por vezes, a sacola, nos quais a vieira (ou concha) surge em destaque. 
      Esta representação como peregrino, que se impõe como canónica na imaginária europeia, não limitou a criatividade dos artistas. Por isso, dado o seu  interesse artístico, é nosso propósito ao longo deste projecto a recolha de registos das muitas imagens de Santiago Maior que vamos conhecendo, para que um dia as possamos comparar. Dizemos “imagem” em vez de “estátua”, uma vez que no estudo da escultura o primeiro termo é recomendado para a identificação de representações de carácter religioso, enquanto o segundo se aplica mais propriamente à escultura com função monumental, funerária, na escultura da Antiguidade ou claramente classicista, de acordo com as Normas de inventário. Artes Plásticas e Artes Decorativas. Escultura, publicadas pelo Instituto Português de Museus (Lisboa, 2004, p. 22).

Return to my travel journal - INDEX

 
 

post 46

The paths to Santiago: in search of salvation

 
Banner Post.jpg

The paths to Santiago
In search of salvation

     

Portuguese version after the English text | Versão em português depois do texto em inglês

•    On this trip we intend to visit some places located in the four principal pilgrimages routes to Santiago: the path to Paris (Via Turonensis), which welcome the pilgrims coming from Northern Europe (Tours, Poitiers, Bordeaux, Sauveterre-de-Béarn and Saint-Michel, among other places); the path of Limousin (Via Lemovicensis), which starts in Vézelay, crossing Éguzon, Limoges, Saint-Pierre-du-Mont and Orthez; the path of Le Puy (Via Podiensis), crossing Conques, Moissac and Navarrenx. In addition to these three main routes, there is the forth one, the path of Provence (Via Tolosana or Via Arletanensis), which starts in Arles and crossing, not the road we are taking, but a little further East, in Col du Somport. These four roads cross Puente la Reiña, the location that starts the path into the Spanish territory known as the Camino Francés. They continue to be used by pilgrims, just like in the past pilgrims from all over Europe walked to Santiago de Compostela in search of salvation, which in the Middles Ages meant to start a new life. 

As Georges Duby mentions  in L’an mil, during the early period of the Middle Ages, Europe falls in a serious depression due to various invasions from the North: in one hand carried out by the Germans settled in Spain (Visigoths), in Italy (Ostrogoths), North Africa (Vandals) and Savoy (Burgundians), and in the other hand, by the Francs, Anglo-Saxons and Lombards, who conquered respectively, Gaul,  England and the North of Italy. These invasions break down the development and progress taken by the Roman Empire preserved mainly until the death of Charles the Great in 814.
      From this moment on, with the decadence of the Carolingian Empire, and after those mentioned invasions, we continue to have a society characterized by wilderness, where looting, violence, war, despair, disease and fear took over the communities in general and disadvantaged populations, subdued by the power of some groups (nobles, warlords and clergy) united by ties of kinship.
      As we approach the year 1000, the power structure is increasingly splitting and becoming hierarchical (tripartite society: nobility, clergy, common folk), which contributes to create a world dominated by confrontations that began to be previewed.
      Within this environment of fear, as Duby continues to refer, the mentioned year begins to be characterized as a tragic one, when various events occur: earthquakes, appearance of comets in the sky and snake-shaped figures. If we add to these events, today regarded as natural phenomena, the religious beliefs – often opportunistically divulged towards the less educated people, to strengthen the power of the ruling classes – we easily understand the myth of the end of the world, the coming of the Antichrist or the Apocalypse (which precede the day of judgment).
      The clergy takes over an interlocutor's role between the Earth (and their inhabitants – Kings, Knights, Peasants) and Heaven, linking also the world of the living and the dead, reading the signs given by the comets, eclipses, shooting stars and epidemics and considering them as messages sent by God.
      All these messages, which needed to be understood, were immediately associated with evil and nature's disasters, originating fear, being the worst of them the Apocalypse. Also, human beings needed to purify themselves and to do penance, having in mind the forgiveness of their sins and thus a place in paradise. Some decide to live as monks, renouncing material life, pleasure,  family ties, as an attempt to purify their souls. Others marched towards the Promised land,  Rome or Santiago de Compostela (Saint James of Compostela).
      The pilgrimages are, as Duby considers, the  most perfect and accepted of all forms of askesis that Christianity (11th century) offered to the Knights, anxious for salvation. In addition, this phenomenon functions as a case of study to clarify the eternal search for Paradise by the pilgrim, who was haunted by the religious doctrin called millinerism and worried to redeem from his sins and to reach the heavenly Jerusalem after death.
      It should further be emphasized that the pilgrimages eventually determine the typology and architectural forms of Romanesque churches, which are constructed according to a plan that allows the Pilgrim to walk inside without compromising the religious events. The carved tympanum discloses a message associated with the theme of the Last Judgment, even if a few people could read, but where the image turns out to be a powerful vehicle for evangelization. Similarly, the chapiters become privileged means for the dissemination of Christian iconography, which contributed to characterize the medieval aesthetics.
      We will emphasize in future posts, iconographic and typological aspects when divulging some pictures of the churches that lie along our travel through the pilgrimage paths.
      Nowadays, the meaning of those travels to Santiago de Compostela (Saint James of Compostela) have different explanations according to each human being who performs it. Therefore, we will try to leave here some testimonials of those who currently achieve to do these itineraries.

•    Nesta viagem pretendemos visitar alguns lugares situados nos quatros principais caminhos de peregrinação para Santiago: o caminho de Paris (Via Turonensis), que recebe os peregrinos vindos do Norte da Europa e passa, entre outros locais, em Tours, Poitiers, Bordeaux, Sauveterre-de-Béarn e Saint-Michel; o caminho de Limousin (Via Lemovicensis), que se inicia em Vézelay, passando por Éguzon, Limoges, Saint-Pierre-du-Mont e Orthez; o caminho de Le Puy (Via Podiensis), por Conques, Moissac e Navarrenx. Além destes três itinerários principais, há um quatro, o caminho de Provence (Via Tolosana ou Via Arletanensis), que vem de Arles e não faz a passagem dos Pirenéus, mas um pouco mais a leste, em Col du Somport. Estes quatro caminhos passam em Puente la Reiña, a localidade que dá início ao caminho em território espanhol designado por camino francés. Continuam hoje a ser frequentados por peregrinos, tal como no passado peregrinos de toda a Europa caminhavam para Santiago de Compostela em busca da salvação, o que na Idade Média significava recomeçar uma nova vida.
      Como refere Georges Duby, no livro L’an mil, neste período da Idade Média, a Europa entra numa grave depressão, em muito motivada pelas vagas de invasores oriundos do Norte – a primeira, de povos germânicos que se instalaram em Espanha (Visigodos), na Itália (Ostrogodos), no Norte de África (Vândalos) e na Sabóia (Burgúndios); a segunda, perpetrada pelos Francos, Anglo-Saxões e Lombardos, que conquistaram respectivamente a Gália, a Inglaterra e o Norte de Itália – invasões que põem fim a um tempo de desenvolvimento e de  progresso, que o império romano tinha alcançado e que se manteve principalmente até à morte de Carlos Magno, em 814. 
      A partir deste momento, com o império carolíngio em decadência, e após as duas vagas invasoras, voltamos a ter como tónica dominante na sociedade uma atitude selvagem em que o saque, a violência, a guerra, o desespero, as doenças e o medo se apoderavam das comunidades em geral e das populações mais desfavorecidas, submetidas ao poder de alguns grupos (nobres, senhores da guerra e clero), unidos por laços de parentesco.
      À medida que nos aproximamos do ano mil, os poderes começam a ficar cada vez mais fraccionados e hierarquizados (sociedade tripartida: nobreza, clero, povo), o que contribui para que todos os factores acima referidos produzam um mundo dominado por confrontos que se começavam a antever.
      É neste ambiente de medo, como continua a referir Duby, que o ano mil se começa a associar a um ano trágico, quando diversos acontecimentos se sucedem: tremores de terra, aparecimento no céu de cometas e de figuras em forma de serpentes. Se juntarmos a estes acontecimentos, hoje entendidos como fenómenos naturais, as crenças religiosas – muitas vezes oportunamente lançadas junto dos mais incultos para reforçar o poder das classes dominantes – facilmente se percebe o mito do fim do mundo, da vinda do Anticristo ou do Apocalipse, que antecederia o dia do Juízo Final.
      Nesta atmosfera mística, de espera pelo momento final, o clero assume papel de interlocutor  entre o mundo dos homens (fossem eles reis, cavaleiros ou camponeses) e o reino dos Céus. Da mesma forma, estabelece também a ponte entre o mundo dos vivos e o dos mortos, interpretando cometas, eclipses, estrelas cadentes e epidemias como sinais enviados por Deus. 
      Todas estas mensagens, que necessitavam de ser compreendidas, eram rapidamente associadas ao mal e geravam o medo, porque anunciavam catástrofes, sendo a pior delas o apocalipse, havendo a necessidade de os homens se purificarem e penitenciarem para que obtivessem o perdão dos seus pecados e, desta forma, um lugar no Paraíso. Alguns decidem viver como monges, abandonando tudo o que era material, renunciando ao prazer, aos laços familiares, numa tentativa de purificarem as almas. Outros marcham em direcção à Terra Prometida, a Roma ou a Santiago de Compostela.
      As peregrinações são, como considera Georges Duby, a mais perfeita e mais bem aceite das formas de ascese que o Cristianismo do século XI propunha aos cavaleiros ansiosos pela salvação. Além disso, as peregrinações constituem em si mesmo fenómenos essenciais para se compreender a eterna procura do Paraíso por parte do peregrino que, com o fenómeno do milenarismo, se preocupava em se redimir dos seus pecados e alcançar a Jerusalém Celeste após a morte. 
      Importa ainda notar que as peregrinações acabaram por determinar a tipologia e as formas arquitectónicas das igrejas românicas, que passam a ser construídas segundo uma planta que permite ao peregrino caminhar no interior dos edifícios sem comprometer os ofícios religiosos. Nos tímpanos esculpidos divulga-se uma mensagem associada ao tema do Juízo Final, num tempo em que poucos sabiam ler, mas onde a imagem acaba por ser um poderoso veículo de evangelização. Da mesma forma, os capitéis tornam-se meios privilegiados para a divulgação de toda uma iconografia cristã, que iria contribuir para caracterizar a estética medieval.
      É também sobre estes aspectos, tipológicos e iconográficos, que iremos dar destaque em futuros posts, quando divulgarmos algumas das igrejas que se encontram ao longo dos caminhos de peregrinação por nós percorridos. 

Return to my travel journal - INDEX

 
 

post 45

France, Bretagne, Cherrueix

 
Banner Post.jpg

France, Bretagne
Cherrueix - The bay of Saint-Michel

     

Portuguese version after the English text | Versão em português depois do texto em inglês

•    One of the places that I have had the opportunity of discovering in the past and to which I return with the same enthusiasm every time is the bay of Mont Saint-Michel, bathed by the waters of the English Channel, where we can closely observe the bustle of local fishermen’s lives according to the variation of the tides that gave way, centuries ago, to a traditional and centennial low tide fishing method. In fact, the tides dictate the lifestyle of these people, both the fishing and the tourist activity, and contacting with their work is another way of discovering one of the most interesting regions of France is.
      The bay of Mont Saint-Michel is considered one of the most beautiful bays in the world, and in 1979 the bay and Mont Saint-Michel became part of UNESCO’s list of World Heritage Sites.

 
+ Cherrueix, France

+ Cherrueix, France

Chapters

Cherrueix

 

Return to my travel journal - INDEX

  Located between Brittany and the peninsula Cotetin in Normandy, one of the access points for its discovery is the coastal town Cherrueix. From here on you can join a two hour tour in what is known as “Le Train Marin”, which moves away from the coast 5 km to open sea. The ride takes place in a tractor, very similar to the ones used in fish transport, with two trailers that can carry up to 40 people.
This tour begins when the tide falls and stops near the wooden stake structures raised by fishermen to collect their catch. Sometimes we can observe the tractors waiting for the tide to fall a little further so they can make their way towards the traps. The lively tour guide shows how fishermen work and explains in great detail the types of fish captured in this region, answering every question or comment that might pop up.
      This tour, which is nowadays led by a guide, can also be carried out on foot, as I have on previous years, but certain safety measures must be observed because of the tides and the instability of the soil which, in certain areas, may form quicksand. It is therefore advisable that you follow the fishermen closely since they, better than anyone, know how to make this pedestrian route safely.
      The images included in this post are mainly fragments from the structures raised by local Cherrueix fishermen


•    Um dos lugares que tive oportunidade de descobrir no passado e a que regresso sempre com muito gosto é a baía do Monte Saint-Michel, banhada pelas águas do Canal da Mancha, onde podemos conhecer de perto a azáfama da vida dos pescadores, de acordo com o vai e vem das marés, que criou, há séculos, um modo de apanhar o pescado em maré baixa muito tradicional. De facto, as marés condicionam o modo de vida destas gentes, quer na sua actividade piscatória quer turística, e contactar de perto com o seu modo de trabalhar é uma outra forma de descobrir uma das regiões mais interessantes da França.
      A baía do Monte Saint-Michel é considerada uma das baías mais belas do mundo e em 1979 foi inscrita, juntamente com o Mont Saint-Michel, na lista de património mundial da Unesco. Localiza-se entre a Bretanha a península normanda de Cotentin e um dos pontos para a sua descoberta pode ser a pequena povoação costeira de Cherrueix. A partir daqui é possível fazer uma visita guiada, de duas horas, no chamado “Le Train Marin”, que se afasta da costa e avança para o mar cerca de 5 km. Trata-se, na verdade, de um tractor, semelhante aos que são utilizados nesta região para transportar o pescado, ao qual foram anexados dois atrelados com capacidade para cerca de 40 pessoas, no total. 
      Esta visita comentada inicia-se com a maré a descer e vai parando em locais junto às construções em estacas que os pescadores colocam para a recolha do pescado. Por vezes vemos os tractores parados à espera de que a maré desça mais um pouco para continuarem o seu percurso em direcção às armadilhas. O animado guia demonstra como trabalham os pescadores e dá explicações detalhadas sobre o tipo de pescado que é capturado nesta região, atendendo às muitas questões e comentários que vão surgindo.
      A visita que agora se faz com guia também pode ser realizada a pé, como eu fiz em anos anteriores, embora devam ser tomadas medidas de precaução por causa das marés e da instabilidade do solo que, nalguns pontos, pode ser formado por areias movediças. Aconselha-se, por isso, que acompanhem de perto os pescadores que também se desloquem a pé, pois eles, melhor do que ninguém, ajudam a fazer este percurso pedestre em segurança.
      As fotografias que publicamos abaixo são sobretudo fragmentos das construções colocadas pelos pescadores da povoação de Cherrueix.

 

Return to my travel journal - INDEX

 

post 44